Há quem prefira imaginar as cenas de um livro a compartilhar com a interpretação de um diretor de cinema. Não existem limites para a nossa imaginação. Ela é uma das únicas coisas que quanto mais você usa, mais tem. A prova disso são livros que, cada vez que os lemos, assumem uma forma diferente, personagens com novos rostos e cenários diferentes. Eles acompanham a nossa vida e refletem nossos momentos. Quem já leu um bom livro mais de uma vez em diferentes momentos de vida vai concordar comigo.
E falando em idade, essa matéria é sobre as interpretações de uma criança de 6 anos para capas de livros, sem conhecer suas histórias. Experiência símples realizada pela mãe, mas que gerou resultados interessantes e que podem até nos levar a alguma discussão. Sobre o mercado editorial, sobre a qualidade das capas, ou se é melhor se deixar levar pela interpretação de outra pessoa do que seguir cegamente a sua imaginação. Não importa. O que queremos com essa matéria é falar sobre essa livre e ingênua interpretação da pequena. Veja algumas opiniões:
Na maioria das vezes, a capa é o único momento em que o livro sugere uma imagem para a sua história. E essa “invasão” ou simplesmente sugestão as vezes ajuda, outras, atrapalha. Ao mesmo tempo que ajuda a imaginação, as ilustrações e direções de arte das capas de livro acabam impondo uma interpretação única daquela obra. E com certeza diferente da sua. Para os mais antigos, o mesmo acontecia (e ainda acontece) com capas de disco de vinil. Era comum nos reunirmos para ouvir as músicas e passar as capas de mão em mão, para que todos vissem os encartes e formassem suas imagens mentais daquela música na cabeça.
E como sempre falamos de apresentações, vamos puxar a brasa para a nossa sardinha e levar essa discussão para o âmbito da direção de arte e design das apresentações. Sabemos que o mercado de apresentações profissionais é bastante recente, e que antes dele existir as pessoas tentavam (a maioria sem muito sucesso) criar um padrão visual envolvente para sua apresentação. E ai elas usavam o que tinham em mãos: cliparts, fotos de buscadores em má qualidade, etc, o que acabava mais atrapalhando do que ajudando. Juntando com um conteúdo duvidoso, o desastre estava feito.
Uma das propostas da MonkeyBusiness no mercado de apresentações é criar a melhor direção de arte para ilustrar todos os assuntos que passam por aqui diariamente. Tendencioso? Sim. Mas lembre-se que muitas vezes é bom vermos outras interpretações visuais que não a nossa sobre determinado assunto. Ainda mais numa apresentação, onde existe um forte apelo de transmissão da mensagem, e não podemos esquecer que se deixarmos o público divagando demais, esse objetivo se perde. A ordem é facilitar ao máximo a transmissão da mensagem, para que essa seja natural e até um pouco intuitiva. Afinal, quando apresentarmos queremos passar uma mensagem. Esse é o objetivo maior e não deve ser esqueido.
Acreditamos que a união de um bom conteúdo, uma direção de arte bem pensada e um orador bem preparado resulta numa apresentação de sucesso. E trabalhamos não apenas nesses pontos, mas que eles funcionem em sintonia e sinergia, potencializando a sua mensagem. Assim evitamos interpretações erradas da sua mensagem, como as da nossa amiguinha.





