Qual a diferença da Apple para as outras empresas fabricantes de computadores? O que fez Martin Luther King reunir 250 mil pessoas num dia de verão para ouvir-lo falar? O que essas pessoas ou empresas tem em comum que garante paixão e engajamento nos seus interlocutores e que os levam ao sucesso? É exatamente essa pergunta que Simon Sinek se prontificou a responder no seu TED Talk, apresentado no TEDxPugetSound de 2009. Simon estudou os cases de sucesso de empresas e pessoas e mapeou o que eles tem em comum, e o mais bacana é que o segredo desse sucesso de todos eles é simples. Tudo está na palavra Porquê. Infelizmente para nós da MonkeyBusiness, Simon não usou uma apresentação (damn!), mas a sua dinâmica e didática são tão boas que ele precisou apenas de um flip chart e uma caneta para mostrar suas idéias, que além de símples, são bastante transformadoras. Lógico que o sucesso de uma emrpesa como a Apple é muito mais complexo do que uma palavra ou de um diagrama, mas a essência do porquê levantada por Simon é verdade. Veja no video abaixo:
Essa símples ideia do porquê fazemos algo passa batido quase sempre nos nossos planejamentos, e muitas vezes nos pegamos agindo exatamente igual ao Samuel Pierpont Langley, focando em objetivos como o lucro rápido e direto. Esse conceito serve também para a construção de uma boa apresentação. O fator de sucesso de uma boa apresentação é atrair o público que acredita no que você acredita. E criar conexões com eles é o primeiro passo para que isso aconteça. Por isso que começar a sua apresentação com um objetivo firmado, e saber dele desde o começo é essencial para seu sucesso. Sabemos que a maioria dos apresentadores se concetra apenas nos fatos, no conteúdo a ser passado (informações, dados, números, gráficos) e depois passa a se preocupar (pouco) com a forma que esse conteúdo será apresentado, será entregue ao seu público. Muito pouco (ou nehum) tempo foi pensando sobre o porquê. Por que nos reunimos para assistir sua apresentação? Por que ela é importante? Por que ela fará a diferença? Esse porquê deve guiar sua apresentação. Segundo o diagrama de Simon, nós nos comunicamos de fora para dentro, começando pelo “o quê”, passando pelo “como” e chegando no “porquê” quando tivermos alguma sorte. Esse diagrama é o natural da nossa comunicação e dos nossos argumentos, sendo que perguntas como “o quê” e “como” são mais racionais e mais fáceis de serem respondidas. O “porquê” já entra num ambiente mais confuso e que depende de uma certa análise. Ele responde as perguntas mais profundas, por isso acaba ficando por último.
E para Simon Sinek, grandes empresas e pessoas de sucesso se comunicam começando com o porquê. Assim, elas já colocam suas crenças na mesa, o porquê deles fazerem o que fazem. Nesse processo, as conexões são geradas, e o público passa a se engajar com a sua ideia, produto ou mensagem não por você ou pela sua empresa, mas por eles mesmos. E muitas vezes, se esse porquê é colocado já no primeiro slide, ele garante a atenção do seu público. Por que gera empatia, seu público terá certeza de que está assistindo a apresentação de uma pessoa que acredita nos mesmos valores que eles, e esse fato cria um ambiente de conexão e empatia, que se bem aproveitado gera atenção, conexão e engajamento. Pensar profundamente sobre o porquê não é apenas uma abstração, não é perder tempo. Pensar nesses porquês é essencial para guiar sua apresentação e é fundamental para que você estruture suas ideias antes de começar a cria-la. É natural que, na vida e no ambiente corporativo, gastemos toda a nossa energia focando em “o que” ou “como”. O importante é darmos mais um passo e pensarmos no porquê. Por que estamos fazendo isso? Por que isso importa? Como o seu trabalho (incluindo suas apresentações) podem ser melhorados se você pensasse nos porques?






